EXCELÊNCIA
Prêmio Íbis (pior time do ano)
Duque de Caxias, que conseguiu fazer, na Série B, uma campanha pior que o América-RN na Série A de 2007.
Prêmio São Paulo (time de chegada)
Corinthians, duplamente. No sentido literal do prêmio, por conquistar 13 dos últimos 15 pontos disputados e ganhar o Brasileirão. No sentido irônico, por ser eliminado pelo Tolima e completar 11 anos sem vencer mata-mata de Libertadores.
Prêmio Portuguesa (cavalo paraguaio)
Botafogo, que foi líder virtual do Brasileirão algumas vezes, meteu 4 no Vasco, venceu o Corinthians no Pacaembu, e terminou o ano perdendo até para sua sombra.
Prêmio Flamengo de 1995 (esquadrão imbatível)
Flamengo, com Ronaldinho, Thiago Neves, Alex Silva, Botinelli e… Deivid como referência no ataque.
Prêmio Botafogo (decepção da temporada)
São Paulo, que vinha com sua geração fantástica da categoria de base e caiu no Paulista para o Santos, na Copa do Brasil para o Avaí e no Brasileiro para tudo quanto é time.
Prêmio Estudiantes (time pequeno que não amarela)
Bahia de Feira, campeão baiano em cima do Vitória.
Prêmio São Caetano (time pequeno que amarela)
Bragantino, que teria a vaga na Série A nas mãos se vencesse o ASA em casa na penúltima rodada da Segundona. Perdeu.
Prêmio Atlético Mineiro (time grande que falha na hora H)
Atlético Mineiro, que tinha a oportunidade histórica de rebaixar o rival Cruzeiro e acabou perdendo por 6 x 1.
Prêmio Flamengo (centenário sem-ter-nada)
Guarani, que correu risco de ser rebaixado para a Série C nacional. Tudo bem, o Bugre conseguiu a promoção no Paulistão, mas sair da Série A2 é obrigação. E os campineiros ainda perderam o título para o XV de Piracicaba.
Prêmio Bragantino (ascensão, apogeu e queda mais rápida)
Figueirense, antepenúltimo time a sair da briga pelo título brasileiro, mas fez apenas um ponto nos últimos três jogos (todos em Florianópolis) e não foi nem para a Libertadores.
Prêmio Fluminense (grande rebaixado)
Paraná, que conseguiu cair para a segunda divisão paranaense.
Prêmio Santos de 1958 (ataque mais arrasador)
Palmeiras, que usou Luan, Ricardo Bueno e Fernandão na tentativa de tirar o título brasileiro do Corinthians.
GRANDES FEITOS
Prêmio Fluminense (conquistar o acesso na Série B)
Portuguesa, com uma campanha na Segundona superior à de Vasco, Grêmio e Atlético Mineiro.
Prêmio Palmeiras (fazer papelão em casa)
Flamengo, que caiu na Copa do Brasil por perder do Ceará no Engenhão, que perdeu a invencibilidade no Brasileirão tomando de 4 x 1 do Atlético Goianiense no Engenhão e que saiu da Sul-Americana por ser humilhado por 4 x 0 da Universidad de Chile (e podia ter sido 6 ou 7)… no Engenhão.
Prêmio Palmeiras 3 x 4 Vasco (saber segurar o placar)
Santos, que fez 3 x 0 no Flamengo e tomou o empate ainda no primeiro tempo. Depois, fez 4 x 3 e tomou a virada. Tudo isso jogando em casa.
Prêmio Juventus (ganhar dos grandes e perder dos pequenos)
América-MG, que ganhou dos três primeiros colocados do Brasileirão (do Flu, ganhou duas vezes) e foi rebaixado.
Prêmio tesourinha da Turma da Mônica (“eu tenho, você não tem”)
Santos, mostrando o troféu da Libertadores para o Corinthians.
Prêmio Estádio do Corinthians (novela mais longa)
Kleber, que pediu aumento, se contundiu, fez exame médico independente, disse ter proposta do Flamengo, xingou Roberto Frizzo, xingou Felipão, criticou um monte de gente pelo Twitter e, finalmente, saiu do Palmeiras.
Prêmio Marcelo Rubens Paiva (Feliz Ano Velho)
Avaí, que vinha do bicampeonato catarinense em 2010 e acabou rebaixado como lanterna do Brasileirão.
Prêmio Rato das Laranjeiras (crise que cheira mal)
Flamengo, que conseguiu ter uma crise entre elenco e comissão técnica por causa de um peido.
Prêmio Brasil 1 x 2 Uruguai (“o que diabo aconteceu?”)
Quarta-Feira Negra da Libertadores, quando quatro times brasileiros foram eliminados em um intervalo de três horas.
Prêmio Flamengo x Botafogo (cultivar a freguesia)
São Paulo, que até quebrou o tabu de quatro anos sem vencer o Corinthians (e com gol 100 de Rogério Ceni), mas talvez tenha começado outro ao tomar de 5 x 0.
PERSONALIDADES E INSTITUIÇÕES DO ANO
Prêmio Garrincha (encerrar a carreira no auge)
Ronaldo, que se despediu em jogos oficiais perdendo para o Tolima e em jogo despedida perdendo duas oportunidades na cara do gol contra a Romênia.
Prêmio Rivaldo (“Eu fiz tudo certinho, porque ninguém se lembra?”)
Joinville, campeão da Série C com 77,1% de aproveitamento, mas bem menos falado até que o Tupi campeão da Série D.
Prêmio Mustafá Contursi (decisão gerencial mais inteligente)
Internacional, ao demitir o técnico Falcão depois de apenas 19 jogos..
Prêmio Felipão (técnico que cresce nas decisões)
Caio Júnior, comandando a arrancada do Botafogo rumo ao título brasileiro.
Prêmio Cuca (vice-campeão)
Vitória, que perdeu a final do Campeonato Baiano para o Bahia de Feira e, depois, ficou a uma posição de subir para a Série A porque perdeu em casa para o São Caetano, sofrendo a virada com dois gols nos últimos cinco minutos.
Prêmio Zagallo (“vocês vão ter de me engolir”)
Muricy, finalmente campeão da Libertadoers.
Prêmio Corinthians (“eu não tenho passaporte”)
Corinthians, sempre favorito nesse quesito.
Prêmio Zico (pênalti perdido em momento inoportuno)
Elano, André Santos, Fred e Thiago Silva, na humilhante derrota do Brasil para o Paraguai nos pênaltis da Copa América.
Prêmio Arílson (amor à amarelinha)
Mário Fernandes, que não foi à Seleção porque não estava com vontade.
Prêmio Celso Roth (técnico querido pela torcida)
Paulo César Carpegiani, que fez o São Paulo ter a melhor campanha da fase de classificação do Paulistão e ficar entre os primeiros do Brasileiro, mas era vaiado todo jogo no Morumbi.
Prêmio Candinho (técnico que só dá certo em um clube)
Andrade, que perdeu a promoção para a Série B com o Paysandu no último jogo.
Prêmio Galvão Bueno (“eu já sabia”)
Cruzeiro, que meteu 8 x 1 no América (TO) no jogo de ida da semifinal do Mineiro em Teófilo Otoni e ainda teve de fazer a partida de volta em Sete Lagoas.
Prêmio Lula (“eu não sabia de nada”)
Arnaldo Tirone, que não fazia nada de produtivo enquanto o pau comia no Palmeiras.
Prêmio Roberto Justus (“você está demitido”)
Adílson Batista, demitido de Santos, Atlético Paranaense e São Paulo.
Prêmio Eurico Miranda (apego ao cargo)
Mário Celso Petraglia, que voltou ao comando do Atlético Paranaense.
Prêmio Dimba (fazer um monte de gols para nada)
Wallyson, artilheiro da Libertadores com média de um gol por jogo, mas eliminado nas oitavas de final ao perder em casa para o Once Caldas.
Prêmio Oliverrá (brasileiro que explode no exterior)
Luiz Gustavo, que estourou no Hoffenheim, foi contratado pelo Bayern de Munique e já recebeu uma chance na Seleção.
Prêmio Alex Ferguson (técnico que se eterniza no clube)
Enderson Moreira, que conseguiu a façanha de ser contratado para ser interino do Fluminense.
Prêmio “Maradona no Palmeiras” (contratação mais provável)
Tevez no Corinthians. Chance de bicampeonato para 2012.
PROMOÇÃO DO ESPORTE E DO FAIR PLAY
Prêmio Bebeto (chororô)
Flamengo, que ficou o ano todo contando pênaltis que os outros times tinham a favor no Brasileirão.
Prêmio Edmundo (comportamento exemplar)
Somália, que disse que havia sido sequestrado para justificar o atraso no treino do Botafogo, só não contava com a gravação das câmeras de segurança do condomínio em que mora mostrando que havia ido à balada no dia anterior.
Prêmio Oséas (fogo amigo)
Andres Sanchez, destruindo o Clube dos 13.
Prêmio Cláudio Coutinho (título moral)
Coritiba, que meteu 6 no Palmeiras e ganhou 453.246.872 jogos seguidos no primeiro semestre, mas perdeu a Copa do Brasil por gols fora de casa para o Vasco.
Prêmio Pierre de Fredy (“o que vale é a disputa”)
São Paulo, Palmeiras e Santos, tirando pontos do Vasco na reta final do Brasileirão e ajudando o Corinthians a ser campeão brasileiro.
Prêmio Casal das Casas Bahia (dupla mais incômoda)
Juvenal Juvêncio e Andrés Sanchez, trocando farpas de forma cada vez mais infantil.
Prêmio STJD (estragar um Brasileirão)
Ricardo Teixeira e a brilhante ideia de fazer jogos aos sábados às 21h.
Prêmio Rider (“Dê Férias para Seus Pés”)
Fábio Costa, que ficou o ano inteiro apenas treinando, cumprindo contrato com o Atlético Mineiro, que não o tem nos planos.
Prêmio Vicente Matheus (frase certa na hora certa)
Ricardo Teixeira, falando sobre detalhes funcionais de seu intestino para a reportagem da revista Piauí. E ele ainda achou que se deu bem!
Prêmio Márcio Rezende (acerto em decisões arbitrais)
Paulo César de Oliveira, que não deu pênalti, nem cartão vermelho, ao colorado Bolívar por arrebentar a perna de Dodô, do Bahia.
Prêmio Duda Mendonça (guru do marketing)
Departamento de marketing do Grêmio, que gastou dinheiro com caixas de som e convocou a torcida para anunciar a bombástica contratação de Ronaldinho Gaúcho.
Prêmio Joselito (ausência de noção)
Cortês, fazendo a festa de casamento no Habib’s.
Prêmio Ted Lapidus (camisa mais bizarra)
Felipe, goleiro do Avaí, e suas camisas com estampas de pontos turísticos de Santa Catarina.
Prêmio Argentina 6 x 0 Peru (placar mais honesto)
Fortaleza 4 x 0 CRB, em jogo que salvou o time cearense do rebaixamento para a Série D no saldo de gols.
Prêmio Timemania (uso político do futebol)
Todos os governantes que estão gastando dinheiro público em estádios da Copa do Mundo.
Prêmio Couto Pereira (estádio bem receptivo)
Estádio da Cidadania, sempre um caldeirão nos jogos do Duque de Caxias na Segundona nacional.
Prêmio “Mata-mata tem emoção”
Campeonato Brasileiro, que teve sete times com chances matemáticas de título a quatro rodadas do final.
Prêmio “Pontos corridos é que são emocionantes”
Gauchão, com o Internacional conquistando o título nos pênaltis sobre o Grêmio no Olímpico.
Prêmio Luis Zveiter (decisão judicial mais inteligente)
STJD, ao ficar no vaivém na questão Luverdense x Rio Branco-AC e atrasando o final da Série C.
Prêmio Belfort Duarte (serenidade)
Jogadores de Treze e Botafogo-PB, que não terminaram o jogo de volta da final do segundo turno do Campeonato Paraibano antes da hora por briga generalizada (somada a alegada contusão de jogador trezeano). Resultado só foi confirmado na Justiça.
Prêmio CBF/Clube dos 13 (regulamento mais inteligente)
Copa Paulista, que tem vaga para os 13 primeiros da Série A1, os 12 primeiros da A2 e os 11 primeiros da A3. Ou seja, o 11º da terceira divisão tem vaga, mas o 14º da primeira, não. Brilhante.
PARABÉNS A TODOS!
Ubiratan Leal